Livros de Sally Rooney sumiram das prateleiras no Reino Unido, e a razão não tem nada a ver com literatura
Carta com Paul Mescal, Susan Sarandon e mais 150 assinaturas acusa o governo britânico de usar lei antiterrorista para calar uma romancista.

A editora Faber tirou da circulação, no Reino Unido, os romances da irlandesa Sally Rooney depois que a autora manifestou apoio público ao grupo Palestine Action, que foi incluído na lista de organizações terroristas do país em julho de 2025, após atos de vandalismo em uma base da força aérea.
Uma carta aberta publicada na revista The New Statesman e assinada por 160 pessoas (entre elas Paul Mescal e Daisy Edgar-Jones, protagonistas da adaptação de “Pessoas Normais”, além de Susan Sarandon, Tilda Swinton, Jessie Buckley e o diretor Jonathan Glazer) defende Rooney: “Sally Rooney é uma escritora, não uma terrorista”. Os signatários chamam a retirada dos livros de “afronta aos princípios básicos da liberdade de expressão” e pedem mudança na legislação.