Livro de 2000 chamou a Silicon Valley de ‘libertária e infantil’. Esgotou, sumiu, e voltou da morte
Fora de catálogo há um quarto de século, ‘Cyberselfish’ reaparece com prefácio novo e uma legião de leitores que finalmente entendeu o recado.

‘Cyberselfish’, da jornalista Paulina Borsook, foi publicado pela primeira vez em 2000 e saiu de catálogo. Agora a editora Tin House relança a obra, com nova introdução assinada por Gil Durán, autor de ‘Nerd Reich’, que defendeu no ano passado ressuscitar a carreira da autora, segundo ele, ela “enxergou tudo com clareza e tentou nos alertar 25 anos atrás”.
No livro, descrito pela própria autora como “quase um diário de viagem” pelo que ela chama de influência tecno-libertária na cultura da Silicon Valley, Borsook diz que se trata de uma “espécie de cesta de crenças” e “violentamente antirregulação”, num setor que, nas palavras dela, “nenhum outro setor da sociedade se beneficiou mais e sofreu menos com o governo”. Após o lançamento, contou, “ninguém estava interessado em nada que eu pudesse dizer sobre coisa alguma”.
A redescoberta começou devagar: usados de ‘Cyberselfish’ começaram a ficar mais caros, seguidos de posts espontâneos nas redes sociais e pedidos de “acadêmicos europeus”, o que acabou rendendo cobertura da imprensa e a nova edição.