Intestino do peixe-boi virou farmácia e posto de combustível, e a ciência comemora
Estudo brasileiro achou enzimas inéditas num bicho amazônico que pode virar biocombustível e remédio.
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O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, de Campinas, achou enzimas inéditas no intestino do peixe-boi da Amazônia e do marinho. Cerca de 6 mil genomas microbianos, muitos desconhecidos da ciência, foram mapeados no estudo.
A pesquisa saiu na Nature Microbiology e virou capa da edição de dezembro. Segundo os pesquisadores, essas enzimas podem ajudar a produzir biocombustíveis, bioinsumos agrícolas e remédios, ampliando o conhecimento sobre como a natureza transforma biomassa em energia.
O bicho manso da Amazônia, que já sofre com caça e poluição, agora aparece como laboratório ambulante da ciência brasileira.