Institutos Confúcio viram ameaça nos EUA; China jura que é só aula de mandarim
Hegseth diz que desmantelou dezenas em dois meses, que voltaram disfarçadas com outros nomes, mas com a mesma missão.

A China acusou os Estados Unidos de “difamação direcionada” depois de Washington classificar os Institutos Confúcio, centros culturais financiados por Pequim nas universidades americanas, como ameaça à segurança nacional. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, disse que a cooperação educacional “não deve ser interferida nem minada”.
Desde 2025, os EUA impõem restrições de financiamento aos institutos, tidos como ferramenta de propaganda do Partido Comunista Chinês. O secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou na sexta que o Departamento de Defesa desmantelou dezenas de organizações semelhantes em dois meses, que reapareciam “com nomes diferentes, mas com a mesma missão”.
Com mais de 150 países e duzentas unidades nas últimas duas décadas, os institutos já fecharam dezenas de portas na França, Suécia, Austrália e Canadá sob a mesma acusação de interferência estrangeira.