Índia forma 2,6 milhões de engenheiros por ano, mas a IA ameaça engolir a vaga deles
O presidente da maior associação de tecnologia da Índia avisa que universidades precisam reformar currículos ou os formados chegarão ao mercado com habilidades obsoletas

Rajesh Nambiar, presidente da NASSCOM, maior associação de tecnologia da Índia, alertou que a inteligência artificial está assumindo trabalho básico de programação e testes, dificultando a entrada de recém-formados no setor. Segundo ele, universidades precisam reformar currículos ou milhares de formados chegarão ao mercado com habilidades obsoletas.
A conta é pesada: a Índia tem 5.903 instituições de engenharia com quase 2,6 milhões de matrículas por ano, e segundo a Universidade Azim Premji, o número de universitários desempregados cresceu quase quatro vezes entre 2004 e 2023, chegando a cerca de 11 milhões. Nambiar chamou a mudança de “rebalanceamento”, e acredita que 80% a 85% das empresas do setor sobrevivem à transição.