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Política · Eleições

Indecisos decidem o voto, mas ninguém ficou feliz com a escolha

Grupo acompanhado desde março define preferência no segundo turno carregando insatisfação com as opções

Por Heitor Valadares ·

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Indecisos decidem o voto, mas ninguém ficou feliz com a escolha
Imagem: Geraldo Magela/Agência Senado · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Dez pessoas de seis estados, acompanhadas desde março quando ainda eram indecisas para presidente, chegam ao segundo turno com voto definido, mas sem entusiasmo. Dificuldade no trabalho, programas sociais e falta de serviços públicos pesaram, além da rejeição ao PT e ao bolsonarismo. O grupo não tem representatividade estatística.

O agricultor José Marques, de Bocaiuva (MG), votou em Caiado no primeiro turno e agora escolhe Lula pela garantia dos auxílios. O cacique Baré, de Barcelos (AM), repete em Flávio Bolsonaro e defende redução de impostos. O empresário Renato, de São José dos Campos, vai de Flávio para alternar o poder, mesmo desconfiando: “Eu acredito muito pouco no Flávio Bolsonaro. E acredito muito menos no Lula”. A auxiliar de cozinha Nilza, de Peruíbe, votou em Flávio porque “só lembrava desse número na minha cabeça”.