IAs tentam pegar IAs no flagra e erram quase tudo: só 3 acertos em 98 testes
Se até uma máquina não consegue achar outra máquina no jogo do detetive, imagine você tentando separar gente de robô na internet.

Pesquisadores da Universidade Paris Cité colocaram sete chatbots, incluindo ChatGPT 4.5, Claude 3.7 Sonnet, Gemini 2.5 Pro e Grok 3, na cadeira de interrogador para ver se eles descobriam quem era humano. Nos 98 testes com participantes artificiais, os avaliadores flagraram uma máquina apenas três vezes, e nunca quando o bot recebia uma persona detalhada.
Essa persona, de um jovem de 21 anos reservado que corre, toca trompete de jazz e erra o dedo de vez em quando, apagou as pistas: as respostas ficaram com cerca de 39 palavras, quase idênticas à média humana de 38. Na média, os bots passaram por mais humanos do que os próprios voluntários de carne e osso.
Segundo o estudo, publicado no Computers in Human Behavior Reports, os bots já respondem por mais da metade de todo o tráfego da web, e a solução apontada pelos autores passa por assinaturas criptográficas e supervisão humana, não só por mais um detector de IA.