“IA vai deixar todo mundo melhor”, dizem os chefes, e 41 pontos depois, os funcionários discordam
Pesquisas mostram um abismo entre o entusiasmo dos CEOs e o medo de substituição de quem ocupa as baias.

Quando o assunto é inteligência artificial, CEOs e funcionários estão em realidades paralelas. Uma pesquisa do Listening Project, do Milken Institute-Harris Poll, mostrou que mais de dois terços dos líderes esperam estar financeiramente melhores em cinco anos por causa da IA: contra apenas 27% da força de trabalho dos EUA.
O distanciamento também aparece na percepção do impacto: 73% dos líderes dizem que a IA mudou significativamente o trabalho, contra 58% dos funcionários de cargos iniciais e intermediários, segundo relatório da Wharton School. E a BCG apurou que só 15% dos CEOs se preocupam em minar a confiança da equipe, enquanto 40% dos trabalhadores acham que os chefes não são transparentes o suficiente sobre o impacto da tecnologia em suas funções.