IA tá com tanto dado que a saída é fita magnética: Fujifilm joga 10 bi de iene nisso
A tecnologia que sobreviveu ao VHS, ao Blu-ray e ao streaming volta como herói improvável do armazenamento corporativo, e ninguém pediu.

A Fujifilm anunciou investimento de 10 bilhões de iene (cerca de 63,3 milhões de dólares) para multiplicar por até cinco a capacidade da fábrica de fitas magnéticas em Odawara, no Japão, com expansão prevista até o ano fiscal de 2028. Será o maior aporte da companhia em fita magnética em cerca de 20 anos, e o foco é produzir rolos de até 100 TB para atender a demanda de armazenamento de longo prazo dos centros de dados de inteligência artificial.
O motivo do revival: fita magnética não é rápida como SSD nem como HD, mas é muito mais barata para guardar o que quase ninguém lê depois de gravado, o chamado dado frio. O custo por unidade pode ficar na casa de um quarto do que um HD, e pesquisas apontam menor impacto ambiental que discos rígidos e SSDs. Enquanto isso, a escassez global de armazenamento impulsionada pela IA segue sem solução curta: Toshiba ampliou a produção de HDs, Seagate e WD empurram capacidades maiores e Kioxia e SanDisk apresentaram memória flash de 332 camadas em agosto.