IA pode curar câncer ou matar 8 bilhões, dizem. A solução: sete fundadores no controle
Com avaliação esperada de US$ 1,5 trilhão, a Anthropic se prepara para a bolsa com uma estrutura que mantém o poder longe do alcance de acionistas.

A Anthropic, desenvolvedora de inteligência artificial, protocolou pedido de IPO com avaliação esperada de US$ 1,5 trilhão, o que a tornaria a empresa de benefício público mais valiosa do mundo. No documento, a empresa alertou que sua IA poderia um dia curar o câncer ou matar até 8 bilhões de pessoas. Segundo a legislação de Delaware, essa categoria exige equilibrar investidores e impacto positivo na humanidade.
Para blindar a missão, a estrutura é labiríntica: os sete cofundadores ficam com 50,1% do poder de voto em certas decisões, via ações Classe F com voto múltiplo. Um fundo fiduciário independente controla a maioria das cadeiras do conselho pelas ações Classe T, e a empresa usa uma isenção da Nasdaq para dispensar comitês independentes de governança, colocando Daniela Amodei, irmã do CEO Dario Amodei, no comitê de nomeação.