IA na guerra não se freia com regulação, avisa pesquisadora argentina
Flavia Costa, que estuda tecnologia e política há 30 anos, alerta para a “IA agéntica” e para uma guerra cognitiva que já roda sem botão de desligar.

A pesquisadora argentina Flavia Costa (doutora em Ciências Sociais pela UBA, pesquisadora do Conicet e autora de “Vidas artificiales: Del accidente pandémico a las guerras de la IA” (Taurus, 2026)) afirmou que o desenvolvimento da IA aplicado à guerra é “perigosíssimo” e que não vai poder ser freado por regulação. Na conversa, ela mapeia quem de fato governa a inteligência artificial e alerta para o avanço da chamada “IA agéntica”, que, segundo ela, os principais institutos de segurança do mundo já consideram impossível de controlar.
Costa também fala em “guerra cognitiva” e em “guerra contra as instituições” no hemisfério americano, e sustenta que aquilo que há cinco anos era uma frase tímida, a “crise da democracia”, hoje é um fato consumado. Nada de gadget: é a velha pergunta de quem manda no sistema, agora com processamento suficiente para responder antes de a gente perguntar.