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Tecnologia · IA

IA com cara de mulher fez o mesmo trabalho e levou menos “salário”, sem ninguém notar

Mesma máquina, mesmo desempenho, gênero diferente: e os participantes juram que não foi por causa disso.

Por Gabriela Araujo ·

IAagentes de IAviés de gêneroUniversidade de Limerick

IA com cara de mulher fez o mesmo trabalho e levou menos “salário”, sem ninguém notar
Imagem: Kartverket · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

Pesquisadores da Universidade de Limerick, na Irlanda, publicaram no início do mês um estudo com 189 trabalhadores do conhecimento numa sala de escritório virtual. Cada participante colaborou com três “colegas” de IA rodando exatamente o mesmo modelo: uma janela de chat de texto, um robôzinho virtual e uma versão humana, disponível em feminino, “Johanna”, ou masculino, “Johan”.

Depois do trabalho em equipe, cada um pontuou os assistentes e distribuiu verba de desenvolvimento entre eles. O avatar humano levou mais confiança, crédito e “salário” que as versões robóticas; entre “Johanna” e “Johan” a diferença de confiança e crédito foi estatisticamente irrelevante, mas a “remuneração” da feminina ficou significativamente menor, e a maioria dos participantes negou que o “gênero” virtual tenha pesado na nota.