Guerra no Golfo joga conta de gás global para US$ 256 bilhões, e o Brasil está na lista de quem compra mais caro
Rystad Energy calcula que importadores de GNL gastarão US$ 39 bilhões a mais em 2026, mesmo comprando 60,7 milhões de toneladas a menos.

A guerra no Oriente Médio mexeu com o fluxo global de gás natural liquefeito (GNL). A consultoria Rystad Energy estima que importadores mundiais vão gastar pelo menos US$ 39 bilhões a mais em 2026, mesmo reduzindo as compras em 60,7 milhões de toneladas. O motivo: as exportações do Catar e dos Emirados Árabes, que passam pelo Estreito deOrmuz, ficaram indisponíveis de março até o fim do ano, e quem precisa do gás está correndo para o mercado à vista a preços mais altos.
O custo total da carteira global de GNL deve chegar a US$ 256,3 bilhões, alta de 18% sobre a estimativa pré-guerra. A Europa sofre o maior golpe, com conta que sobe no mínimo US$ 12 bilhões. No hemisfério sul, Egito e Brasil aparecem como os países que mais elevam preços e volumes de importação, ou seja, estamos na fila de quem paga mais.