Gelo de 100 anos derrete e devolve 250 munições da 1ª Guerra de uma vez só
As Dolomitas agora parecem um estoque improvisado de artilharia, e a culpa é do inverno que não veio.

O Exército italiano recolheu 250 artefatos explosivos da 1ª Guerra Mundial nas Dolomitas, na região de Trentino-Alto Ádige, depois que o derretimento das geleiras expôs o que ficara enterrado por mais de 100 anos. A operação, encerrada em 16 de outubro, rendeu projéteis de artilharia, granadas de mão e outros armamentos de fabricação italiana, austríaca e francesa.
O estrago começou em junho, quando um projétil de morteiro de 90 milímetros apareceu depois de um carro cair num barranco. Pouca neve no inverno de 2025 somada ao calor extremo do verão de 2026 acelerou o degelo, e agora as equipes do 2º Regimento de Engenharia Alpina trabalham só entre o fim do verão e o início do outono, quando dá para operar nas alturas.
Os artefatos são da chamada Guerra Branca, o confronto entre Itália e Áustria-Hungria de 1915 a 1918 na frente alpina. O Exército italiano afirma que munições reaparecem todo ano, mas o volume desta temporada foi fora do comum.