Flávio promete congelar dívidas nos debates, mas plano no TSE não menciona a conta
Economistas calculam que cada R$ 100 bilhões comprados podem custar até R$ 14 bilhões só em juros da carência.

Flávio Bolsonaro prometeu, nos dois debates do 2º turno, comprar dívidas de pessoas físicas e empresas nos bancos privados e congelar a cobrança por 6 meses e 1 ano, respectivamente. Só que a medida não aparece no plano de governo “Para o Brasil Vencer o Atraso”, entregue ao TSE.
Economistas avaliam que a proposta só funciona com dívidas antigas, já baixadas como prejuízo pelos bancos, com deságio acima de 90%. Se o governo emitir dívida a 13,75% ao ano para financiar a operação, cada R$ 100 bilhões em dívidas compradas custariam R$ 6,6 bilhões em 6 meses e quase R$ 14 bilhões em 1 ano.