Filho passa do teto da porta? Alta estatura não é doença, mas tem hora que é sim
Quando o crescimento acima da média vale investigar e quando é só genética dos pais falando mais alto.

A preocupação com o crescimento infantil costuma mirar crianças baixas, mas a alta estatura também levanta dúvidas entre os pais. Na maioria dos casos, crianças muito altas são saudáveis, mas em algumas situações o crescimento acima da média pode estar ligado a condições genéticas, hormonais ou cromossômicas que precisam de investigação, como discutido no 64º Congresso da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica, em Marselha, na França.
Do ponto de vista médico, alta estatura é a que está significativamente acima do esperado para idade, sexo e padrão familiar, geralmente acima de dois desvios-padrão. O endocrinologista pediátrico Dr. Miguel Liberato, de São Paulo e membro vitalício da Growth Hormone Research Society, ressalta que o número isolado não diz nada: o que importa é a trajetória na curva de crescimento e a altura dos pais. Possíveis causas incluem características familiares, alterações cromossômicas como XXY e XYY, síndromes como Marfan e Sotos, hipertireoidismo e excesso de hormônio do crescimento, mas a investigação é individualizada, nunca em bateria automática de exames.