Ex-pentester usou IA pra invadir 90 instituições, e a polícia precisou de outra IA pra pegá-lo
Na Coreia do Sul, IA virou arma de hacker e de polícia ao mesmo tempo, e sete suspeitos já estão identificados.
A polícia de Seul identificou sete suspeitos envolvidos em uma operação de cibercrime que invadiu mais de 90 organizações na Coreia do Sul, usando o framework de pentesting ARTEX AI na maioria dos ataques. O líder, hacker autodidata de 32 anos com passagem por uma empresa de cibersegurança entre 2019 e 2022, teria roubado 8,2 milhões de registros de instituições educacionais, hospitais, grandes empresas e até campos de golfe.
Em 38 dos incidentes, o grupo exigiu resgates de 360 milhões de won (cerca de 270 mil dólares) em troca de não vazar dados. O líder foi preso em 15 de outubro e segue detido; os outros seis permanecem sob investigação sem prisão. A polícia também usou uma ferramenta de IA interna para analisar as provas e classificou o caso como o primeiro da Coreia do Sul envolvendo hacking em grande escala com IA generativa.