Ex-diretor do BC diz que avisou sobre os riscos do Master, e ninguém quis ouvir
A defesa de Paulo Sérgio contesta Galípolo e revela que o alerta já estava na mesa em junho de 2025, quando a Diretoria Colegiada preferiu não delibir.

O ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza afirmou à Polícia Federal que alertou sobre riscos financeiros e tributários da compra do Banco Master pelo BRB já em junho de 2025. Segundo a defesa, ele encaminhou análise ao então diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, apontando que o BRB precisaria de 12 a 18 meses para recompor a carteira de crédito, considerando que o Master gerava R$ 350 milhões mensais em novos empréstimos consignados.
A defesa também contesta o depoimento do presidente do BC, Gabriel Galípolo, de 7 de outubro, que disse que Paulo Sérgio era favorável à compra. Segundo os advogados, em março de 2025 ele defendia a liquidação do banco, e que já em janeiro daquele ano o chefe do Derad havia alertado contra entregar o conglomerado ao liquidante sem caixa. A Diretoria Colegiada, no entanto, não deliberou.