Europa corta o chinês dos painéis solares, e a conta do medo já está feita
Paradas ocultas dentro de inversores chineses acenderam o alarme na Europa; agora a fatura do rearme energético chega em gigawatts e em percentual de mercado.

A partir de novembro, projetos solares financiados com recursos da União Europeia não poderão mais instalar inversores chineses. A medida responde à descoberta, feita em 2025 pelo setor dinamarquês, de canais de comunicação ocultos nos circuitos de componentes chineses, que, como toda instalação gerenciada remotamente pelo fabricante, podem ser usados para manipular o fluxo de energia na rede elétrica.
A consultoria Wood Mackenzie estima que a regra atingirá de 14% a 18% das compras planejadas até 2030 para parques solares europeus, desviando de 4 a 5 gigawatts de compras de inversores para fabricantes ocidentais nos próximos quatro anos. Os chineses Sungrow e Huawei chegaram a 45% do mercado alemão e 55% do global; a alemã SMA Solar projeta ganhar cerca de 10% de participação, segundo seu diretor-executivo Jürgen Reinert.