EUA cobram China, China cobra de volta: acordo de Busan anda no empurra-empurra
Washington quer resultado concreto de Pequim, mas Pequim só compra grãos se Washington descer tarifa primeiro.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante comercial Jamieson Greer cobraram do vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, na sexta-feira, a implementação imediata do acordo de Busan. Firmado por Trump e Xi Jinping, o pacto prevê redução de tarifas e alívio de restrições tecnológicas entre as duas maiores economias do mundo.
A China afirmou na quinta-feira que está disposta a comprar mais produtos agrícolas dos EUA, mas só se as duas partes cumprirem a redução tarifária recíproca de ‘30 bilhões por 30 bilhões’. Em setembro, a Casa Branca propôs cortes de 60 bilhões de dólares, e em maio Pequim já havia aceitado comprar 17 bilhões em grãos por ano a partir de 2026.