Estudantes franceses forçam governo a mexer no Parcoursup, e já avisam que não vão parar
Depois de um mês de protestos, Macron chamou o sábado de “dia de risco” e os sindicatos convocaram greve geral para 5 de novembro.

Após mais de um mês de mobilização, o primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu anunciou na segunda-feira (26) a reforma do Parcoursup, plataforma de acesso ao ensino superior criada em 2018, além de 15 mil novas vagas e 5 bilhões de euros para renovar escolas e universidades.
Os estudantes chamaram os anúncios de “primeiro avanço”, mas mantêm as manifestações de 31 de outubro, quando os coletes amarelos voltam às ruas, e a greve nacional de 5 de novembro. Emmanuel Macron classificou o sábado como um “dia de risco”.
O Parcoursup está no centro das críticas por falta de transparência nos critérios e algoritmos de seleção. O governo quer clareza maior já em 2027 e uma reforma mais profunda em 2028, que passaria por mudança na legislação; o tema vai à Assembleia Nacional na quarta-feira.