Empresas brasileiras dependem de IA de fora e nem sabem disso: ‘existe um interruptor, e ele está em Washington’
No ABES Summit 2026, especialistas alertaram que planos de contingência das empresas não consideram guerras comerciais nem cortes de exportação, só falha de servidor e hacker.

Painelistas do ABES Summit 2026, em São Paulo, alertaram que a dependência de fornecedores estrangeiros de nuvem, modelos de IA e infraestrutura computacional é um risco geopolítico que empresas brasileiras simplesmente ignoram na hora de planejar continuidade de negócios.
Philipe Moura, diretor de Estratégia para a América Latina da Eurasia Group, mapeou a cadeia da IA em quatro camadas (modelos e dados, capacidade computacional, semicondutores e recursos naturais) e avisou: ‘Existe um interruptor, e esse interruptor está em Washington’. Para Fábio Maia, do CESAR/CISSA, o primeiro passo é mapear as dependências, algo que pouquíssimas organizações fazem.
A deputada federal Adriana Ventura (SP), vice-presidente da Comissão Especial sobre IA da Câmara dos Deputados, participou remotamente do debate. Os participantes defenderam soberania digital como capacidade de escolha, não como autossuficiência tecnológica total.