Eleição israelense: Gaza vira pano de fundo e candidatos só prometem destruir Hamas
Palestinos em Gaza esperam o pior de qualquer resultado e os dois nomes do topo seguem sem plano claro para o território.

Israel vai às urnas e a campanha praticamente não menciona Gaza, onde quase 75 mil pessoas foram mortas e cerca de um milhão vivem deslocados, com falta d’água, saneamento precário e ameaça constante de ataques, segundo números da matéria.
Benjamin Netanyahu, à frente da coalizão de extrema direita, e Gadi Eisenkot, da oposição, rivalizam em promessas de encerrar o domínio do Hamas e apoiam o plano de paz de Donald Trump, mas nenhum dos dois detalhou o que viria depois. Eisenkot, ex-chefe militar, perdeu filho e dois sobrinhos na guerra em Gaza e defende a chamada “doutrina Dahiya”, de força avassaladora contra áreas civéis onde operam milicianos.
A lista árabe Joint List publicou um vídeo de 48 segundos com imagens de drones sobre os escombros de Gaza e prometeu não se calar. Já palestinos deslocados ouvidos na reportagem dizem não esperar mudança com quem quer que vença o pleito.