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Tecnologia · IA

Ele trocou o baixo jazzístico por máquinas que ouvem melhor que gente, e o motivo é genial

Um grego que aprendeu clássico, depois jazz fusion, agora treina computadores para localizar acidentes de trânsito pelo som de pneu rangendo

Por Gabriela Araujo ·

IAMITmachine learningáudioParis Smaragdis

Ele trocou o baixo jazzístico por máquinas que ouvem melhor que gente, e o motivo é genial
Imagem: Madcoverboy ( talk ) · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

O professor do MIT Paris Smaragdis desenvolve computadores com audição “sobrehumana”: máquinas capazes de separar fontes sonoras, reconhecer fala, entender música e até localizar um acidente de trânsito ouvindo o rangido dos pneus e o estampido do metal, sem precisar de câmera.

Nascido na Grécia, ele começou no violão clássico, migrou para o baixo e jazz fusion na Berklee, e depois foi parar no MIT Media Lab, onde descobriu que o caminho menos explorado para máquinas que ouvem é aprendizado de máquina, não o processamento de sinais tradicional. Em 2025, voltou ao MIT como professor com lotação dupla entre música e engenharia elétrica e computação.