Conectando à redação…

Notícia curta. Opinião assinada.

Tecnologia · IA

Ele invocou a religião sem religião para fugir da IA no trabalho. Funcionou

A Universidade de Kentucky aceitou que delegar julgamento a máquina fere convicções profundas, e o precedente pode virar saída para outros funcionários.

Por Gabriela Araujo ·

IAIA no trabalhoUniversidade de Kentuckyisenção religiosa

Ele invocou a religião sem religião para fugir da IA no trabalho. Funcionou
Imagem: Daderot · CC0 · Wikimedia Commons

David Durman, administrador de pesquisa da Universidade de Kentucky, pediu em agosto uma isenção religiosa para não usar inteligência artificial no trabalho. Ele se define como humanista e argumentou, com apoio da American Humanist Association, que confiar a máquinas tarefas exigindo julgamento, escuta e responsabilidade pessoal violaria suas convicções e diminuiria a dignidade humana.

Em 25 de setembro, a universidade concedeu o pedido, entendendo que a adaptação não imporia carga indevida ao departamento. A decisão abre um caminho potencial para funcionários que queiram invocar proteções federais de acomodação religiosa para recusar tecnologias que os empregadores estão adotando cada vez mais.