Ela vende o erro da IA: start-up de Paris levanta 10 milhões pra ensinar robôs a falhar
Simular luz ruim, objeto atravessado e toda situação esquisita onde modelo de robô e carro autônomo erra, eis o novo negócio do vale do silício europeu.

A Physicl, start-up de Paris que gera dados de treinamento para IA que atua no mundo real, anunciou uma rodada semente de US$ 10 milhões, liderada pela Inovia Capital e com a U.S. Venture Partners participando. O foco são os chamados casos-limite: iluminação estranha, objeto inesperado no caminho, o cenário esquisito em que modelo de robô, carro autônomo e visão 3D tropeça.
O produto-chave, o Studio, recria essas situações em 3D: o pesquisador escolhe o ambiente, muda a luz, o ângulo da câmera e a posição dos objetos, e a plataforma entrega dados de treinamento mirados naquele ponto fraco. São 10 mil ambientes 3D e mais de 100 mil objetos, combináveis em bilhões de cenas; clientes incluem Meta, Amazon Web Services, Nvidia e a Universidade Técnica de Munique.