Domingo é cansaço contra medo, e a mobilização decide
Independentemente de quem venha, a desconfiança fica e a desilusão já vem a caminho.

Os eleitores vão às urnas neste domingo, 25, para escolher entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro movidos por um embate de sentimentos: o cansaço de um lado, o medo do outro. Nos independentes, que pendem para Bolsonaro, pesa o desgaste de três mandatos e a percepção de que o País gasta mal e demais, com Judiciário sem controle; a mobilização da reta final tende a decidir o resultado.
Do outro lado, quem prefere Lula teme uma nova aventura antidemocrática como a de 8 de Janeiro e o excesso de poder vindo do controle simultâneo do Executivo e do Congresso, além de perda de direitos com a redução da máquina pública. O material projeta forte desconfiança de parte expressiva da população, sem sinal de trégua, e um novo sentimento no próximo governo: a desilusão.