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Tecnologia · IA

Diamante não é mais só pra noiva: virou arma na guerra da IA, e a China tem 95% da produção

Pequim já colocou controle de exportação no material; a trégua comercial congelou o bloqueio, mas só por 12 meses.

Por Gabriela Araujo ·

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Diamante não é mais só pra noiva: virou arma na guerra da IA, e a China tem 95% da produção
Imagem: Instytut Fizyki Uniwersytet Kazimierza Wielkiego · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

A inteligência artificial está transformando diamante sintético no novo petróleo dos semicondutores. O processamento de IA gera tanto calor que a indústria passou a depender do diamante para esfriar os chips, e a China responde por 95% da produção mundial, segundo dados da Associação de Máquinas-Ferramenta da China.

Pequim já impôs controles de exportação de máquinas e peças-chave para fabricação de diamantes sintéticos em 2024 e ampliou as restrições em 2025, mas a trégua comercial com Washington congelou as medidas por um ano. TSMC e Huawei pesquisam resfriamento de chips com diamante, a Lenovo lançou notebook com composto diamante-cobre e o CEO da Intel investiu pessoalmente numa fabricante de diamantes para nível de chip. Segundo o IEA, o consumo de energia dos centros de dados vai dobrar até 2030, chegando a 945 terawatts-hora, equivalente à de um ano inteiro do Japão.