Depósito de lixo radioativo da Lynas vai a 77%, e a promessa de zerar até 2031 aperta
A Malásia ergue com pressa o abrigo do resíduo raro, mas parar de gerar o lixo em 2031 ainda é promessa de laboratório.

O depósito permanente para resíduos radioativos gerados pela Lynas na Malásia estava com 77% de obra e operação concluídos em 31 de agosto. Das 1,467 milhão de toneladas de resíduo WLP acumuladas, 1,45 milhão já foram transferidas para o depósito, com quatro células de descarte prontas; o ministro Chang Lih Kang disse ao Parlamento que a dose de radiação fora do local ficou abaixo de 20 millisieverts por ano, dentro do limite da Lei 304.
O governo renovou a licença da Lynas por mais dez anos em março, e a mineradora australiana precisa parar de gerar resíduo radioativo WLP antes de março de 2031, tratando o que existe até a concentração ficar abaixo de um becquerel por grama via pesquisa e desenvolvimento. Enquanto isso, o Departamento de Energia Atômica monitora e, se após cinco anos a Lynas ainda gerar resíduo WLP, pode suspender ou revogar a licença.