DeepMind: perguntar bem vale mais que saber a resposta, e o número que ela cita é constrangedor
A executiva da Google DeepMind resume em três qualidades o que a empresa procura, e o dado sobre treinamento em IA derruba qualquer discurso motivacional.

A executiva da Google DeepMind, Lila Ibrahim, afirmou em almoço com a imprensa que diploma e certificado único perderam o monopólio do currículo: a empresa agora olha para a trajetória de aprendizado contínuo, cursos extras e curiosidade fora da sala de aula. No mundo em que a resposta vem fácil, ela diz que a arte de perguntar bem virou habilidade rara: a escola, afinal, nunca treinou ninguém para isso.
Ela listou as três qualidades mais valorizadas pela DeepMind: curiosidade, coragem diante do desconhecido e capacidade de colaborar em ambiente em movimento. O fundador Demis Hassabis insiste que o tempo de a sociedade se preparar para a próxima onda de IA acabou, e que humanidades como filosofia e ética pesam tanto quanto STEM, enquanto uma pesquisa com mais de 300 milhões de alunos registrados mostra que 75% das empresas já usam IA, mas só 18% dos trabalhadores treinaram na ferramenta no último ano.