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Cuba resiste às sanções dos EUA, e os especialistas explicam o motivo: lá não tem oposição pra negociar

Sancionada, sem petróleo da Venezuela e com apagões de 24 horas, a ditadura de Díaz-Canel segue firme, e por dentro a estrutura é mais fechada que a venezuelana.

Por Sebastião Moreira ·

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Cuba resiste às sanções dos EUA, e os especialistas explicam o motivo: lá não tem oposição pra negociar
Imagem: Reprodução/Infobae

Quase dez meses depois da captura de Nicolás Maduro na Venezuela, o regime de Miguel Díaz-Canel mantém o controle político e institucional de Cuba, apesar do endurecimento das sanções de Donald Trump desde janeiro de 2026. O corte do petróleo venezuelano, ameaças de tarifas a países que fornecam combustível e sanções contra funcionários e empresas levaram a rede elétrica cubana a pelo menos seis colapsos entre janeiro e setembro, com apagões de mais de 24 horas em algumas regiões.

Especialistas de universidades estadunidenses apontam a diferença estrutural: a Venezuela de Maduro tinha espaços multipartidistas que permitiram a oposição se mobilizar e, depois da queda dele, Washington negociar com quem assumiu o poder em Caracas. Já em Cuba, o Partido Comunista, as Forças Armadas e os órgãos de segurança concentram tudo, e não existe oposição institucional nem figura que possa negociar uma transição, mesmo se Díaz-Canel ou Raúl Castro saíssem de cena.