Cuba prende satirista, jornalista e até quem apareceu na convocação sem os agentes
O relatório da SIP revela que o regime transformou desobediência e intimidade em ferramenta contra quem publica na internet.

A Sociedade Interamericana de Imprensa aprovou relatório na 82ª Assembleia, em Bogotá, apontando restrições à liberdade de expressão em Cuba. O documento relata mais detenções, convocações e processos contra quem informa ou publica sobre a ilha, além de barreiras legais, administrativas e tecnológicas. Ainda há dificuldade de conseguir papel, internet e proibições de saída do país.
O caso mais grave, para a SIP, é o do jornalista Henry Constantín, preso na Kilo 7, em Camagüey, acusado de desobediência por chegar a uma convocação depois que os agentes foram embora. Também respondem Kamil Zayas e Ernesto Ricardo Medina, do El4tico, por incitação à desordem pública por vídeos de sátira política. Cita ainda o decreto 160, que impede a imprensa independente de se formalizar.