Coreia quer pagar todo mundo entre um emprego e outro porque a IA comeu as vagas de entrada
Emprego jovem em funções expostas à inteligência artificial caiu 17% no país, e a primeira contratação despencou 36%.

O conselho econômico presidencial da Coreia do Sul realizou um fórum em Seul e diagnosticou: o crescimento gerado pela inteligência artificial não está virando emprego nem salário. A elasticidade de emprego, quanto cada ponto de crescimento cria postos de trabalho, caiu para 0,10 no primeiro semestre de 2026, menos de um terço da média das últimas décadas. A fatia dos salários no PIB nominal despencou para 41,1%, o menor nível desde 2010.
Especialistas apontaram que o impacto chega primeiro nos jovens: desde novembro de 2022, o emprego de pessoas de 15 a 29 anos em funções mais expostas à IA recuou cerca de 17%, e as primeiras contratações caíram 36%. A proposta em discussão é um benefício chamado “renda de atividade nacional”, que daria a todo cidadão de 18 a 64 anos uma conta para sacar durante treinamento de transição de carreira, entrada no mercado ou período de cuidado de filhos.