Coreia quer casamento, EUA quer ficar só: divergência na parceria bilionária dos estaleiros
Enquanto Seul trata a cooperação naval como upgrade da aliança, Washington enxerga apenas gestão de risco, e a conta de trilhões em dívida pesa no prato.

Um especialista do Centro Carnegie de Paz Internacional afirmou em seminário no Stimson Center, em Washington, que a Coreia do Sul enxerga a cooperação em construção naval como uma “elevação da aliança”, enquanto os EUA adotam abordagem de “risco controlado”, identificando setores estratégicos atrasados e buscando um aliado poderoso para suprir essa lacuna.
A diferença de percepção aparece em meio ao projeto MASGA, que prevê investimento de 150 bilhões de dólares da Coreia do Sul na indústria naval dos EUA, dentro de um pacote total de 350 bilhões. Especialistas alertaram que a dívida americana de 40 trilhões de dólares e o fim dos subsídios aos estaleiros na era Reagan podem travar o avanço, que todos reconhecem ser uma aposta de longo prazo.