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Saúde+ · Epidemias

Cientistas acharam uma defesa bacteriana tão esquisita que acharam que estava quebrada

O mecanismo de autodestruição funciona ao contrário de tudo o que já se conhecia, e pode virar ferramenta de edição de genes.

Por Gabriela Araujo ·

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Cientistas acharam uma defesa bacteriana tão esquisita que acharam que estava quebrada
Imagem: SecretDisc · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Pesquisadores dos Gladstone Institutes descobriram um sistema de defesa bacteriano tão incomum que acharam, no início, que estava com defeito. Batizado de “tipo VI retron”, ele funciona ao contrário dos outros: em vez de manter uma toxina pronta e controlada até o vírus atacar, ele só produz o DNA que liga a arma letal depois que a infecção começa. A bactéria infectada então se destrói, impedindo que o vírus se multiplique e contamine as vizinhas.

Os achados, publicados na Molecular Cell, revelam uma cadeia de eventos moleculares de complexidade tão alta que a equipe do investigador Seth Shipman compara a uma máquina de Rube Goldberg. Segundo Shipman, o entendimento desse processo pode servir de base para criar ferramentas de edição de DNA mais precisas, potencialmente corrigindo mutações genéticas causadoras de doenças.