Chip de IA chinês vai ao ar com aproveitamento de 20% e ninguém liga
Fábrica chinesa ignora refugo e custo alto para tentar furar o bloqueio americano à memória de IA, e o detalhe técnico deixa o rival coreano de queixo caído.

A ChangXin Memory Technologies (CXMT), maior fabricante de DRAM da China, pretende iniciar produção limitada de HBM3E, memória de banda alta usada com processadores de IA, nos próximos dois meses. Amostras já foram enviadas a projetistas de chips de IA domésticos, mas só de 20% a 30% dos chips saem dentro do padrão, contra cerca de 70% da SK Hynix, líder do mercado, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.
O avanço acontece mesmo com o desperdício, porque a escassez de memória de IA apertou depois que Washington endureceu controles de exportação em dezembro de 2024 e os chineses passaram a recorrer a canais informais, onde o preço é várias vezes maior. Huawei, Cambricon, MetaX e Iluvatar CoreX já subiram de 20% a 50% o preço de seus chips de IA atual e da próxima geração. Em testes, o HBM3E da CXMT ficou mais próximo da geração anterior (HBM3) da SK Hynix, que dominou 50% da receita global de HBM no segundo trimestre, seguida por Samsung (33%) e Micron (18%).