China lança o primeiro seguro para IA: se a máquina “falar errado”, quem paga a conta agora tem CPF
Pequim criou um produto de seguro que protege tanto quem sofre o dano causado por IA quanto quem fabrica o modelo, e a regra é clara: não dá pra culpar o robô.

A China apresentou o primeiro plano de seguro de risco para aplicações de inteligência artificial do país, lançado durante o Fórum Anual da Rua Financeira de Pequim. O produto cobre dois lados: prejuízos que o serviço de IA cause a terceiros, quando o modelo gera conteúdo que fere direitos ou causa dano físico ou patrimonial, e as próprias perdas do fornecedor, como custos de reparo, reembolso e perícia quando o desempenho do modelo apresenta desvios.
O anúncio veio depois de o Tribunal Popular Supremo chinês publicar, em setembro, diretrizes sobre casos judiciais envolvendo IA. A orientação central: em侵权 generativa, vale a responsabilidade por culpa, e a frase “foi a máquina que fez” não serve como defesa. Quem fornece o modelo, mesmo só entregando capacidade computacional, pode ser responsabilizado se não tiver agido com a devida cautela. As seguradoras já avisaram que não vão aceitar tudo: antes de emitir a apólice, avaliam cenário de uso, tipo de conteúdo gerado e volume diário de dados para definir prêmio diferenciado.