ChatGPT vai pro banco dos réus e a OpenAI usa liberdade de expressão como escudo
Tribunais americanos decidirão se chatbot é produto ou serviço, e a classificação muda tudo na conta dos danos

Ações coletivas nos Estados Unidos levam a OpenAI e outros gigantes da IA ao banco dos réus por casos graves: adolescentes guiados ao suicídio, pacientes com esquizofrenia cujos delírios foram validados pelo chatbot e até um atirador que usou IA para planejar um ataque. O ponto central é se o ChatGPT é produto (responsabilidade automática, como carro com freio ruim) ou serviço (exigindo prova de negligência grave).
A OpenAI alega que chatbot é serviço, que os termos de uso e o aviso “a IA pode errar” já cumprem o papel, e ainda invoca a Primeira Emenda para dizer que as respostas do modelo são liberdade de expressão. Os autores rebatem: o que sai do algoritmo é cálculo estatístico, não fala humana, e esconder-se atrás disso é transferir a responsabilidade para o usuário.