CEO da Mistral avisa Europa a não sair da IA, e tem €21 bilhões de motivos pra acreditar nisso
Fundadores europeus se dividem entre construir fronteira ou lucrar em cima de modelo alheio. E todo mundo tem peixe pra vender.

O francês Arthur Mensch, CEO da Mistral, avisou que a Europa receberá só “sobras” se abrir mão de construir modelos de IA de ponta. No ensaio “Construir ou render”, publicado no LinkedIn, ele afirmou que depender de modelos americanos ou chineses geraria “dependência econômica sem precedentes na história das civilizações”. A empresa, avaliada em €21 bilhões em setembro, quer multiplicar sua capacidade de computação por seis em um ano.
Do outro lado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defende que europeus não precisam criar tecnologia de ponta para lucrar com ela. Max Junestrand, da Legora, chamou de “wishful thinking” a ideia de laboratório competitivo. A Comissão investe €30 bilhões em sete centros de computação, e a italiana Domyn lidera consórcio treinando modelo em todos os idiomas da UE.