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Tecnologia · IA

CEO avisa que em 2027 nem dinheiro compra RAM, e o preço já subiu 550%

Dois CEOs discordam de quando a escassez acaba, e um deles tem um palpite inconveniente sobre quem lucra com o alarme.

Por Gabriela Araujo ·

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CEO avisa que em 2027 nem dinheiro compra RAM, e o preço já subiu 550%
Imagem: KMBDENNISTRIDENT · CC0 · Wikimedia Commons

O CEO da Team Group, Chen Ching-wen, disse em teleconferência de resultados no dia 2 de novembro que a crise de memória deve se aprofundar do fim de 2026 até o fim de 2027, num mercado onde “nem dinheiro consegue garantir o produto”. O preço de contrato do chip DDR5 de 16 GB saltou de US$ 8,70 em outubro de 2025 para US$ 48 em setembro de 2026, alta de mais de 550% em doze meses, sem tendência de queda, e a empresa precisa recorrer ao mercado à vista porque os fornecedores não entregam o volume contratado.

A expansão chinesa (CXMT e YMTC já somam quase 10% do mercado) não barateia nada, porque cobra preço igual ao dos concorrentes. O alívio para componentes de entrada só deve chegar em 2029, e o equilíbrio entre oferta e demanda talvez no segundo semestre de 2028. O CEO da Acer, Jason Chen, discorda: projeta queda de preços a partir do segundo semestre de 2027 e afirma que grandes fornecedores têm interesse em ampliar o discurso de escassez para proteger margens.