Centros de dados da Microsoft ganharam 10 anos de vida de uma vez, e não foi milagre
A gigante das tecnologias esticou a vida útil dos ativos de 15 para 25 anos, e o detalhe contábil por trás vale mais que a manobra em si.

A Microsoft anunciou, durante a chamada de resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, que vai estender a vida útil estimada de seus prédios e centros de dados de 15 para 25 anos. A diretora financeira, Amy Hood, justificou com o histórico operacional e o uso esperado dos ativos. Só que, como observou a imprensa especializada, o efeito prático é contábil: bilhões de dólares em infraestrutura passam a ser amortizados ao longo de um período muito mais longo.
Na mesma chamada, a empresa revelou pela primeira vez a receita isolada do Azure: 33,2 bilhões de dólares no trimestre, alta de 48% sobre o ano anterior e 36% do faturamento total. A empresa investiu 45,2 bilhões em capital no período, abaixo do esperado pelo mercado, e ajustou a estimativa do ano fiscal de 2027 de 175 bilhões para 170 bilhões de dólares, citando atrasos na entrega de centros de dados por parceiros de nuvem de IA.