Tecnologia · Internet e telecom
Celular e satélite ainda não se entendem, e o setor admite: é o maior desafio
No Roadshow Embrapii, em Campinas, executivos detalharam por que a transição entre rede móvel e órbitas ainda é uma bagunça segregada.

Raffael Malta, head de pré-vendas da Hughes, disse no Roadshow Embrapii, em Campinas (SP), que o maior desafio do setor é unificar redes móveis e satelitais sem equipamento extra: as plataformas multi-órbita ainda operam isoladas. O executivo aposta na próxima geração, que já segue padrões do 3GPP, e Fábio Alencar, da SES, vê 5G e 6G trazendo integração transparente, citando a parceria Vivo-Starlink no direct-to-device.
A Vale migrou do Wi-Fi e do WiMAX para redes móveis dedicadas para os caminhões autônomos e hoje opera 13 núcleos de rede em 200 sites, contou Bruno Jesus, arquiteto de infraestrutura da mineradora. Onde o sinal do Norte é escasso, a empresa usa antenas LEO em células sobre rodas (COWs) e conectividade embarcada. Os executivos defendem satélite como complemento da fibra e da rede móvel, não substituto.