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Cultura

Celia Cruz pediu só horas para despedir-se da mãe. A resposta do regime cubano foi não

A rainha da salsa foi enterrada em Nova Jersey com um punhado de terra cubana embrulhado num lenço branco, e o sonho de dormir ao lado da mãe em Havana segue em espera.

Por Yumi Nakamura ·

Celia CruzCubaexílio

Celia Cruz pediu só horas para despedir-se da mãe. A resposta do regime cubano foi não
Imagem: Dennis C. Abrams · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Celia Cruz fechou os olhos pela última vez em 16 de julho de 2003, em Nova Jersey, e foi enterrada no cemitério Woodlawn, no Bronx, em Nova York. Na urna, um punhado de terra cubana embrulhado num lenço branco, recolhido em janeiro de 1990, quando ela cantou para as tropas na base de Guantánamo e se ajoelhou junto à cerca para tocar o chão da ilha.

Em 7 de abril de 1962, a mãe dela, Catalina Alfonso Ramos, a Ollita, morreu de câncer terminal, e Celia pediu às autoridades cubanas um passe humanitário para entrar por algumas horas, beijar a testa dela e dar sepultura. A resposta foi uma recusa, e ela jurou não voltar enquanto o mesmo sistema mandasse; o desejo de descansar em Havana, ao lado da mãe, segue sem data.