Cães de guerra geneticamente “consertados” já têm 200 milhões de dólares e prazo de 2 anos
Startups de Ben Lamm e Palmer Luckey prometem clonar cães sem displasia e com mais anos de serviço, e especialistas já avisam que defeito genético viaja em gerações.

A Warhound saiu do modo sigilo no dia 22 com 200 milhões de dólares em rodada semente e avaliação de 1,2 bilhão de dólares. Fundada pelo CEO da Colossal Biosciences, Ben Lamm, e por Palmer Luckey, da Anduril, quer clonar cães de trabalho para o exército, a polícia e equipes de emergência dos Estados Unidos. Quem colocou dinheiro: Sequoia Capital, o In-Q-Tel (braço da CIA), ARK Invest e 8VC.
O problema: os Estados Unidos têm mais de 2.200 cães militares, 80% comprados na Europa, com três anos de ciclo e menos de metade aprovada no fim. O plano é editar células de malinois belgas e pastores alemães para cortar genes de displasia e câncer e turbinar olfato e longevidade, com os primeiros filhotes previstos para o início do ano que vem. Especialistas veem risco de defeitos se acumulando entre gerações.