Boeing travou a produção, perdeu a meta de 500 aviões e a bolsa cobrou a conta com queda de 10%
O gargalo é a asa, o dinheiro vivo só chega em 2029 e o mercado não gostou de esperar.

A Boeing disse na terça-feira que seu prejuízo no terceiro trimestre foi de US$ 116 milhões, pior que o esperado pelos analistas. A receita cresceu 4% para US$ 24,19 bilhões, mas o negócio de aviões comerciais encolheu 3% e operou com margem negativa de 6,5%; foram entregues 161 jatos no trimestre, apenas um a mais que há um ano.
A meta de produzir 47 Boeing 737 Max por mês, prometida para o verão, agora só deve acontecer no início de 2027, e as 500 entregas do modelo em 2026 não saem do papel. O diretor-executivo Kelly Ortberg disse que o gargalo está na produção de asas. A ação despencou 10,69%, fechando em US$ 168,18, o pior nível desde abril de 2025.