BASF lucra com a guerra no Irã, sobe previsão de lucro e quer engolir a Evonik
O conflito derrubou a concorrência asiática, migrou clientes para a Europa e ainda deu espaço para subir preços.

A BASF, maior empresa de química do mundo, elevou pela segunda vez em 2026 a previsão de lucro operacional, agora entre 7,4 e 7,8 bilhões de euros, contra os 6,9 a 7,7 bilhões do alvo anterior. Com o resultado acima do esperado, a companhia olhou para o concorrente e aumentou a oferta para engolir a Evonik, de Essen.
No terceiro trimestre, o resultado operacional foi de 1,64 bilhão de euro, contra 1,43 bilhão no mesmo período do ano passado, e a receita cresceu 14,2% para 16,36 bilhões de euros. O motivo é a guerra no Irã, que afundou a concorrência asiática dependente de energia e migrou clientes para a Europa, dando espaço para subir preços. O lucro destinado aos acionistas, porém, caiu quase 10% para 155 milhões de euros por conta de custos de reestruturação.