Ásia-Pacífico reza pela eleição nos EUA, mas até onde o Congresso pode chegar contra Trump?
Tarifas de até 50%, guerra no Irã e reservas no chão: os números que a região quer ver mudar.

Países da Ásia-Pacífico acompanham as eleições intermediárias nos EUA esperando 'enormes mudanças' na política de Donald Trump, especialmente nas tarifas e na guerra contra o Irã. Fora do Oriente Médio, nenhuma região foi tão atingida pelo conflito: as Filipinas, que dependem do Golfo para mais de 90% do petróleo bruto, vivem emergência energética nacional desde março, e economias como Camboja e Laos viraram reservas cambiais em combustível.
Analistas veem pouca margem para o Congresso conter Trump: mesmo com os democratas prováveis na Câmara e possivelmente no Senado, ele pode vetar qualquer restrição, e derrubar um veto exige dois terços das duas casas. No comércio, as tarifas 'recíprocas' de 10% a 50% sobre cerca de 90 países já esvaziaram reservas cambiais das economias mais pobres da região, como Camboja (49%) e Laos (48%).