Artrite reumatoide: o que se faz nos 2 primeiros anos decide sua mobilidade em 10, diz estudo
Seguimento norueguês de uma década mostra que mais de 8 em cada 10 pacientes estavam em remissão, e o detalhe metodológico é o mais importante.
Estudo norueguês chamado ARCTIC, publicado nos Annals of the Rheumatic Diseases, acompanhou por dez anos pessoas com diagnóstico recente de artrite reumatoide tratadas com a estratégia de ajustar a medicação até atingir remissão ou baixa atividade da doença. Dos 218 participantes ainda vivos, 179 tinham dados aproveitáveis no fim do período: 82% estavam em remissão clínica, definida por escore DAS abaixo de 1,6, que avalia articulações dolorosas ou inchadas, um marcador sanguíneo de inflamação e a percepção do paciente.
A radiografia também foi animadora, com progressão limitada das lesões nas articulações. Um achado curioso: a estratégia que somava ultrassom para detectar inflamação persistente não trouxe benefício significativo sobre a abordagem clássica, e os pesquisadores lembram que o resultado não garante a mesma evolução para cada paciente.