Arma impressa em 3D não tem número de série, mas o plástico deixou outra pista
Pesquisadores australianos distinguiram 26 de 28 amostras de plástico PLA só medendo como o material reage ao calor, e ainda falta chão antes disso virar ferramenta de polícia.

Pesquisadores da Universidade Curtin, na Austrália, em parceria com peritos do ChemCentre, examinaram 28 amostras de PLA, o plástico mais comum da impressão 3D. Usando uma técnica que mede como o material responde ao calor, conseguiram distinguir 26 das amostras, inclusive de cores iguais vindas de fabricantes diferentes.
O problema é que a impressão esquenta e resfria o plástico, alterando o comportamento térmico da peça pronta. A equipe neutralizou a diferença aquecendo e resfriando também os filamentos de referência, o que permitiu ligar peças impressas ao filamento original em 15 amostras. O método ainda não está pronto para uso policial: faltam testes com outros materiais e com amostras expostas a solo ou água.