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Apartamento com fantasma sai 30% mais barato, e a moradora quis ficar mesmo assim

No Japão, imóvel onde houve morte trágica tem nome próprio, é obrigatório revelar e atrai caçador de barganha

Por Sebastião Moreira ·

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Apartamento com fantasma sai 30% mais barato, e a moradora quis ficar mesmo assim
Imagem: Reprodução/BBC News

Ryua, aidoru que não quis dar o sobrenome, foi ver um apartamento de 25 m² no bairro de Setagaya, em Tóquio, e viu um homem teimoso que o corretor não enxergava. Depois ficou sabendo que um homem se matara no imóvel. Ela se mudou mesmo assim e paga 45.000 iene por mês no lugar dos 62.000, quase 30% de desconto, e diz ouvir passos e conversas do hóspede todo dia, quatro anos depois.

No Japão essas casas se chamam jiko bukken, “imóveis estigmatizados”. Desde 2021 o corretor é obrigado a informar suicídio, homicídio, morte em incêndio e corpo demorar a ser encontrado: três anos no aluguel, sem prazo na venda. No Reino Unido não há lei que obrigue, e nos EUA varia estado a estado. Diane Tincher, de 79, comprou casa de três quartos em Kagoshima pela metade do preço depois de a corretora avisar que uma senhora morrera sozinha ali.